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sábado, 19 de abril de 2014

TEXTO: BINÓCULOS PARA A MENTE


BINÓCULOS PARA A MENTE

Texto: Lilavate Izapovitz Romanelli
Doutora em Metodologia do Ensino de Ciências pela UNICAMP/SP e professora do Colégio Técnico e do Cecimig/UFMG
Revista: Presença Pedagógica
Julho/Agosto 1995
páginas: 38 - 41

“Uma das habilidades mais altamente desenvolvidas
na civilização ocidental contemporânea é a de dissecar: a decomposição de problemas em seus menores
componentes possíveis. Somos bons nisso. Tão bons que freqüentemente esquecemos de reunir as partes de volta”
(Alvin Tofler, na introdução ao livro de PRIGOGINES e STENDERS, - 1984)
    Por vezes nos damos conta de que a natureza de nossas reflexões sobre o átomo - “o invisível”- é semelhante à natureza de nossas cogitações sobre o universo - “o inatingível”. De longe as estrelas bem podem ser átomos. Não é o seu brilho resultante das reações nucleares entre prótons e nêutrons? Nesse sentido, reconhecemos serem de grande significado as considerações de Morin, escritas a propósito de anunciar novas maneiras de observar as coisas.
    "Num primeiro relance, o brilho de um céu estrelado nos espanta por sua desordem. Vemos uma selva de estrelas, espalhadas ao acaso. Contudo, se olharmos a segunda vez, uma inabalável ordem cósmica surge: a cada noite, aparentemente sempre e para a eternidade, existe o mesmo céu estrelado, cada estrela em seu lugar, cada planeta acompanhando o seu infalível ciclo. Mas, se olharmos pela terceira vez, uma nova e formidável desordem é introjetada naquela ordem: vemos então um universo em expansão, em dispersão, onde estrelas nascem, explodem e morrem juntas. Assim nós precisamos de uma espécie de binocularidade mental, pois nós vemos um universo que se organiza a si mesmo enquanto se desintegra.”
(MORIN, 1984).

     O homem sempre foi inquieto em sua busca por elementos permanentes. Ao longo deste último século, ele tem-se visto frente a espantosas descobertas sobre o universo como um todo e como partes. Antes, o fogo, a água; depois as moléculas. Quando da descoberta da radioatividade, os átomos não foram mais considerados como indivisíveis blocos construtivos dos materiais. A crença na permanência da matéria ficou abalada. Com os recursos atualmente disponíveis, tanto já se desenvolveu na investigação das partículas subatômicas que a “descrição” dos materiais passou a depender de concepções muito mais abstratas que a de próton, nêutron e elétron.
Como bem destacou Heisemberg, se desejamos compor uma imagem da natureza das partículas subatômicas, não podemos mais ignorar os processos físicos pelos quais obtivemos conhecimento sobre elas. Não podemos
    “falar do comportamento das partículas independentemente do processo de observação. Como uma conseqüência final, a lei, matematicamente, transformada em teoria quântica, não mais vai lidar com partículas elementares propriamente ditas, mas com o nosso conhecimento sobre elas. Não é mais possível perguntar se essas partículas existem ou não em espaço e tempo objetivamente, portanto os únicos processos aos quais podemos nos referir são aqueles que representam a interação das partículas com algum outro sistema físico como, por exemplo, o instrumento de medida.”(HEISEMBERG, 1962).
A matemática, portanto, é transparente quanto à descrição de nosso conhecimento sobre o comportamento de partículas elementares, mas não quanto a seu comportamento propriamente.
    Disso resulta pelo menos uma conseqüência na interpretação das equações. Sendo elas funções que podem até se transformar em figuras em perspectivas que promovem a visão tridimensional, a representação das funções (as figuras) passa a significar o comportamento das partículas. São assim geradas, por exemplo, as figuras que representam os orbitais s, p e d. Essas figuras são tidas, pois, como a representação do modelo da realidade. Sobre essa circunstância, Capra expressa claramente nosso temor, ao afirmar que
“na medida em que a nossa representação da realidade é muito mais fácil de se aprender que a realidade propriamente dita, tendemos a confundi-las e a fazer com que nossos conceitos e símbolos se tornem equivalentes à realidade.”(CAPRA,1983)
 Em boa hora devemos nos lembrar do aforismo de Einstein:
    “Até onde as leis da matemática se refiram à realidade, elas estão longe de construir algo certo; e, na medida em que constituem algo certo, não se referem à realidade.”
Sentimo-nos, atualmente, envolvidos com um conhecimento que não busca mais desvendar os segredos da natureza, mas sim, estabelecer um diálogo com o mundo. Ao nos dispormos nessa nova ordem mental, nossas reflexões promovem mais facilmente correlações entre a estrutura microscópica (atômica) e a estrutura macroscópica que é diretamente acessível à nossa percepção.
     Ainda que admitamos a possível instabilidade da concepção das partículas do mundo microscópico, as incertezas dos eventos naturais ou a dialógica presença da ordem e desordem, somos, definitivamente, herdeiros de uma cultura científica estabelecida pela busca do conhecimento da última e mais íntima partícula constitutiva dos materiais.
    Para aqueles que se atribuem a difícil tarefa de “ensinar o átomo”, é desejável que configurem seu trabalho no trânsito permanente entre o “conceber” a partícula e o “observar” os fenômenos que ocorrem com os materiais. Entre o imaginável e o perceptível, o invisível e o visível, o certo e o incerto, estaremos nos expondo ao exercício de conviver com o lógico e com o contraditório e, talvez, com o simples e o complexo ou com a ordem e a desordem.

Podemos, então, cogitar que há algo mais revelador na observação e estudo das transformações das coisas do que nas coisas, no processo de busca do conhecimento do que no conhecimento.
   O desafio na descrição de alguns parâmetros, algumas formas de abordagem que nos sirvam de passaporte entre os dois pólos de nossa natureza. Pensar (a partícula) e observar (os materiais) são ações interligadas e envolvem atividades que ultrapassam o uso de conceitos da visão. É preciso “operar” sobre objetos, sobre as coisas, construir ou desenvolver ações que nos devolvam às mesmas coisas (objetos e nós mesmos) afetivamente transformados (afetados). Esta reflexão nos remete às palavras de Bohr: a ciência sempre pressupôs a existência do homem e “devemos nos conscientizar do fato de que não somos simples observadores, mas também atores no palco da vida” (citado por HEISEMBERG, 1983)

Referências bibliográficas

CAPRA, Fritjof. O Tao da Física. São Paulo, Cultrix, 1983.
HEISENBERG, Werner. The physicist’s conception of nature. London, The Scientific Book Guild, 1962. (tradução nossa)
MORIN, Edgard. The fourth vision: on the place of the observer. In: Disorder and Order: Proceedings of the Stanford International Symposium, Sept. 14 - 16, 1981. Edited by Paisley Livingston, USA, 1984. (tradução nossa)
PRIGOGINE, Ilya, STENDER, Isabelle. Order out of chaos - Man’s new dialogue with nature. New York, Bartam Books, 1984.



segunda-feira, 31 de março de 2014

Trabalho sobre receptores das células ganha o Nobel de Química 2012

Dois cientistas norte-americanos ganharam o Prêmio Nobel de Química de 2010 por mostrarem como as células do corpo respondem a estímulos, como por exemplo uma injeção de adrenalina, um trabalho que pode ajudar no desenvolvimento de remédios mais eficientes, anunciou o comitê da premiação nesta quarta-feira.
A Academia Real Sueca de Ciências disse que o prêmio de 1,2 milhão de dólares foi para Robert Lefkowitz e Brian Kobilka pela descoberta do trabalho dos receptores acoplados à proteína G, que são as entradas das células para reagir com mensagens químicas.
"Cerca de metade de todos os medicamentes agem através desses receptores, entre eles os beta bloqueadores, anti-histamínicos e vários tipos de medicamentos psiquiátricos", disse o comitê.
Descobrir melhores formas de alcançar os receptores é uma área de extrema importância para as indústrias farmacêutica e de biotecnologia.
Lefkowitz disse, numa entrevista coletiva por telefone, que estava dormindo quando recebeu o telefonema da Suécia.
"Eu não escutei. Preciso confessar que eu durmo com protetor de ouvido para dormir. Então minha mulher me deu uma cotovelada. Foi assim, surpresa e choque total", disse.
Sven Lidin, professor de química inorgânica na Universidade Lund e presidente do comitê, disse em entrevista coletiva que a descoberta foi fundamental no desenvolvimento de pesquisas médicas.
"Saber o que eles (os receptores) parecem e como eles funcionam vai nos fornecer as ferramentas para fazer remédios com menos efeitos colaterais", afirmou.
O Nobel de Química foi o terceiro a ser anunciado este ano. Os prêmios nas áreas de Ciência, Literatura e Paz foram entregues pela primeira vez em 1901, seguindo o testamento do empresário inventor do dinamite, Alfred Nobel. 


EFE
Robert Lefkowitz, da Universidade de Duke, foi um dos vencedores do Nobel de Química 2012
EFE
Trabalho de Brian Kobilka (foto) e Robert Lefkowitz ajudaram a desenvolver medicamentos melhores





















































Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2012-10-10/nobel-de-quimica-2012.html
        http://adaoreinaldo.blogspot.com.br/search/label/Qu%C3%ADmica%20Sint%C3%A9tica

Elementos Químicos presentes no Corpo Humano (Fórmula do Corpo Humano)

Na atualidade, sabe-se que os elementos químicos são distribuídos em nosso corpo nas seguintes porcentagens:

Oxigênio (O) – 65% - constituinte da água e das moléculas orgânicas (que contem carbono e hidrogênio, 
produzidos por um sistema vivo). E necessário para a respiração celular, que produz trifosfato de adenosina 
(ATP), uma substancia química muito rica em energia.

Carbono (C) – 18,5% - encontrado em toda a molécula orgânica.

Hidrogênio (H) – 9,5% - constituição da água, de todos os alimentos e da maior parte das moléculas orgânicas.

Nitrogênio (N) – 3,2% - componente de todas as proteínas e ácidos nucleicos: O acido desoxirribonucleico (DNA)
 e o acido ribonucleico (RNA).

Cálcio (Ca) – 1,5% - contribui para a rigidez de ossos e dentes; necessário para muitos processos corporais,
 por exemplo, coagulação sanguínea e contração muscular. Ele fica na membrana e “decide” o que entra nos 
ossos e o que sai deles. Encontrado no queijo, leite, iogurte, vegetais verdes folhosos e peixe.

Fósforo (P) – 1,0% - é o guardião dos genes e forma a proteína que estoca energia no corpo. Componente
 de muitas proteínas, ácidos nucleicos e trifosfato de adenosina (ATP), necessário para a estrutura normal de
 ossos, dentes e produção de energia. Encontrado em laticínios, peixes, carnes vermelhas e cereais integrais.

Potássio (K) – 0,4% - Na forma de cátion (K+) mais abundante dentro das células; importante na condução
 de impulsos nervosos e na contração muscular. Sua falta ou excesso pode fazer o coração parar. Encontrado
 nas frutas e vegetais frescos, especialmente banana, couve, batata e pão integral.

Enxofre (S) – 0,3% - elimina metais pesados, como mercúrio ou chumbo, altamente prejudiciais ao organismo.
 Componente de muitas proteínas.

Cloro (Cl) – 0,2% - o do contra. Neutraliza as cargas positivas dos fluidos, que sempre devem ser neutros. 
É o ânion mais abundante (partícula negativamente carregada, Cl–) fora das células.

Sódio (Na) – 0,2% - é o controlador das águas mantendo o volume do sangue em circulação no organismo. 
Na forma de cátion (Na+) mais abundante fora das células; essencial no sangue para manter o equilíbrio de 
água; necessário para a condução de impulsos nervosos e contração muscular. Encontrado em carnes, peixes,
 leguminosas 
(lentilha), cereais integrais e vegetais.

Iodo (I) – 0,1% - controla o fluxo de energia do corpo, ligando-se aos hormônios produzidos pela tireoide.

Ferro (Fe) – 0,1% - Na forma de cátions (Fe+2 e Fe+3) são componentes da hemoglobina (proteína carregadora
do oxigênio do sangue) e de algumas enzimas necessárias para a produção de ATP, capta oxigênio dos pulmões
 e carrega para o restante do corpo, através do sangue. Encontrado em carnes, aves, músculos e leguminosas 
(feijão).

Magnésio (Mg) – 0,1% - sem ele o ATP não poderia guardar energia na célula. Necessário para muitas enzimas 
funcionarem apropriadamente. Atua na formação de anticorpos e alivio do estresse. Encontrado nos cereais 
integrais, soja, legumes e frutas (maca e limão).

Zinco (Zn) – 0,0025% - ele contribui para que o gás carbônico fique no estado liquido, não permitindo a entrada 
de gás no sangue, o que seria fatal. Responsável também pela cicatrização e atividade das enzimas.

Cobalto (Co) – 0,0004% - componente da vitamina B 12, uma das formadoras das células vermelhas do sangue.

Cobre (Cu) – 0,0003% - não deixa você derreter, pois regula a liberação de energia, produzida pelo nosso 
organismo. Produção de melanina e formação de glóbulos vermelhos do sangue. Encontrado no fígado, 
cereais integrais, legumes e frutas (pera).

Manganês (Mn) – 0,0001% - auxilia no crescimento e “ajuda” o selênio a expulsar os radicais livres 
(que promovem o envelhecimento).

Molibdênio (Mo) – 0,00002% - cria a boa gordura e auxilia na eliminação de radicais livres.

Flúor (F) – 0, 00001% - dá boas mordidas, pois protege os dentes. Encontrado na água, frutos do mar, peixes e chá.

Cromo (Cr) – 0,000003% - “ajuda” a insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, que metaboliza o açúcar no corpo.

Selênio (Se) – inferior a 0,000003%, faz parte das enzimas destruidoras de radicais livres.

Alumínio (Al), Boro (B), Estanho (Sn), Silício (Si) e Vanádio (V) – São elementos traços em menor concentração. 
(Não encontrada a utilidade no corpo humano).


FONTE:

http://adaoreinaldo.blogspot.com.br/2012/05/elementos-quimicos-presentes-no-corpo.html

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Por que nosso mundo é colorido?


A luz é produzida quando elétrons vibram, indo e voltando rapidamente entre vários níveis de energia que existem na eletrosfera de um átomo. Para cada salto, é emitido um fóton, que é uma luz monocromática, de comprimento de onda (cor) bem definido.
Deste fato resultam os espectros de emissão, formados por raias ou bandas coloridas, que servem inclusive, para identificar o átomo emissor da luz. Em temperaturas elevadas átomos com muitos elétrons emitem tantas raias que o espectro se torna contínuo e a presença simultânea de todas as cores se traduz na cor branca.
Um objeto é branco quando reflete todas as cores.
Um objeto é preto quando absorve todas as cores.
Um objeto é vermelho quando reflete a cor vermelha e absorve as demais cores.

Por que não devemos descartar Pilhas e baterias em lixo comum?

O grande aumento do uso de celulares, computadores, filmadoras, aparelhos de som e tantos outros aparelhos eletrônicos ocasionou o aumento também muito elevado de pilhas e de baterias.
          
Muitas destas pilhas e baterias são feitas de metais pesados como mercúrio, cádmio, níquel e substâncias que contém estes metais. Estas substâncias são muito tóxicas e prejudicam o organismo. Tem efeito cumulativo. Dependendo da concentração, podem causar, a longo prazo, doenças no sistema nervoso, nos rins, nos ossos, etc. Pode causar inclusive câncer.
O perigo deste material é a forma com que é descartado. Muitas vezes de forma inadequada. Geralmente vão parar nos lixões comuns. Com o passar do tempo, as pilhas e as baterias descartadas deixam vazar líquidos que contaminam o solo, os lençóis freáticos, e que podem até chegar aos rios e lagos. 
Por este motivo, devemos descartar pilhas e baterias em locais apropriados ondem fazem a coleta deste material para a reciclagem e não nos lixos comuns.

fonte:http://www.soq.com.br/curiosidades/c44.php

LINUS PAULING E A VITAMINA C


O químico americano Linus Carl Pauling foi um importante cientista e obteve durante sua carreira dois prêmios Nobel.
Em 1954, recebeu o Prêmio Nobel de Química por descobertas na área de ligações químicas. Este trabalho foi muito útil para descrever a estrutura e a forma dos átomos e das complexas moléculas de tecidos vivos.
Em 1962, recebeu o Prêmio Nobel da Paz, por sua luta contra a proliferação de armas atômicas.
A vitamina C foi descoberta em 192 por outro cientista, mas foi Pauling quem descobriu a importância desta vitamina no tratamento da gripe.
Aos 41 anos de idade, descobriu uma doença nos rins, a Doença de Bright. Era considerada uma doença incurável na época. Tratou-se com um médico que indicava maior consumo de vitaminas e sais minerais e pouca ingestão de sal e proteínas.  
Em suas pesquisas, investigava a ação de enzimas e deu-se conta que as vitaminas podiam ter efeitos bioquímicos no organismo. Em 1968, Linus pauling publicou um artigo sobre psiquiatria ortomolecular.  Suas ideias não eram aceitas.
Um outro cientista apresentou a tese de que podia haver cura de doenças a base de altas doses de vitamina C. Assim, Pauling começou a ingerir vários gramas de vitamina C para prevenir resfriados. Estudou muito sobre o assunto: “Vitaminas e resfriado comum”.
    
Laranja e Kiwi: frutas que contêm vitamina C.
Trabalhou com um oncologista para estudar a relação da vitamina C com o câncer. Publicaram muitos artigos juntos. Ainda era muito criticado pelas pesquisas.
Desenvolveu dietas a base de elevadas doses de vitamina C como tratamento complementar contra o cancro. A ideia era usar a vitamina de forma prolongada para prevenir várias doenças.
Fundou um Intituto para continuar as investigações sobre a vitamina C. Estudou, nos seus últimos anos de vida sobre a ação da vitamina em agumas doenças.
Morreu aos 93 anos em 1994.
Desde 1966, Pauling tomava todos os dias 18g de vitamina C e em 1991 quando descobriu um câncer, ele sustentou a tese de que a vitamina C foi quem retardou o aparecimento da doença pelo menos 20 anos. Enquanto isso, todos achavam que ele estava com câncer, justamente porque tomava altas doses de vitamina C. 

fonte: http://www.soq.com.br/curiosidades/c51.php

Energia Química do corpo

Nos exercícios que praticamos liberamos energia do corpo
Nos exercícios que praticamos liberamos energia do corpo

Qual energia é responsável pela manutenção da vida? A energia química é aquela proveniente da quebra de ligações entre átomos, e essa energia é que nos mantêm vivos.

Para um melhor entendimento comecemos por definir o que são reações químicas. As reações responsáveis pela quebra ou formação de ligações entre átomos se fazem presentes dentro de nosso corpo, estão nas células e a partir delas é que a estrutura corporal é construída.

Algumas funções corporais como: processo de cicatrização, formação dos dentes, crescimento de cabelos e unhas, todos são provindos das reações de absorção de energia. Por outro lado, o aquecimento corporal que nos permite a proteção contra o frio, é conseqüência das reações químicas que liberam energia. É justamente por esta energia que se torna possível a vivência em lugares gélidos, como nos pólos norte e sul.
fonte: http://www.brasilescola.com/quimica/energia-quimica-corpo.htm

Condicionadores

Os condicionadores eliminam ou, pelo menos, reduzem a repulsão dos fios carregados negativamente, tornando mais fácil penteá-los
Os condicionadores eliminam ou, pelo menos, reduzem a repulsão dos fios carregados negativamente, tornando mais fácil penteá-los

Os condicionadores capilares, independente da marca, sempre possuem como composto principal um tensoativo catiônico. Agentes tensoativos ousurfactantes são compostos que têm a capacidade de diminuir a tensão superficial da água. Além disso, suas moléculas são caracterizadas por uma longa cadeia apolar e um grupo funcional polar. A parte ativa da molécula dos condicionadores é um cátion (─NH3+):
Molécula do tensoativo catiônico do condicionador
Os detergentes (compostos que limpam especialmente sujeiras de óleo e graxa), incluindo o xampu, são também tensoativos, porém, do tipo aniônico. Assim, quando a pessoa utiliza o xampu, seu cabelo fica eletrostaticamente carregado, em razão da repulsão entre as moléculas negativas carregadas, aderidas ao cabelo. Os fios carregados negativamente repelem-se, embaraçando-se uns nos outros e adquirindo um aspecto áspero e arrepiado.
O xampu deixa o cabelo carregado negativamente
Por isso, é necessário passar o condicionador depois de lavar os cabelos com xampu. Geralmente, esse composto apresenta na sua composição surfactantes de sais quaternários de amônio, pois ele apresenta quatro grupos ligados ao nitrogênio com carga positiva. Abaixo é mostrado o mais usado:
Surfactante de sal quaternário de amônio: cloreto de hexadeciltrimetilamônio
Por apresentar cargas positivas, o condicionador neutraliza as cargas negativas depositadas nos cabelos pelo xampu, diminuindo a repulsão entre os fios. Os íons carregados positivamente aderem aos fios (e também aos tecidos), formando uma camada uniforme que tem forte atração pela água. É por isso que os fios ficam mais úmidos, reduzindo a fricção dos fios, tornando-os mais fáceis de pentear. Os tensoativos catiônicos também possuem grande afinidade com a queratina dos fios do cabelo, tornando-os mais macios e brilhosos.
Os tensoativos catiônicos possuem ação bactericida. Por serem irritantes à pele, eles não são usados em produtos para o corpo, mas somente em cremes para os cabelos e amaciantes de roupas.
Segundo a legislação brasileira, os amaciantes de roupas e condicionadores de cabelos (detergentes catiônicos) devem apresentar o limite mínimo de pH de 3,0 (ácido).
Fonte: 
http://www.brasilescola.com/quimica/condicionadores.htm

Bola de futebol: do capotão ao poliuretano

O que torna a bola de futebol resistente?
O que torna a bola de futebol resistente?


Começa a partida e lá está ela: no centro do estádio, em poucos segundos já recebe o pontapé inicial e daí por diante os chutes se tornam frequentes. São vários passes entre empurrões, dribles, faltas, tudo para colocá-la em único lugar, no GOOOOOOOL!!!
Sabe de quem estamos falando? Da bola de futebol, a parceira nº 1 de craques como Pelé, Maradona, Zico, Ronaldo, Kaká, etc.
Afinal, o que torna esse objeto esportivo capaz de receber inúmeros pontapés e se manter rolando pelo campo elegantemente? A busca pela resistência do símbolo do futebol começou no século passado. Acompanhe agora a evolução da bola de futebol, como diferentes materiais foram sendo testados para sua fabricação, tudo para que não sofresse alteração de peso, medida e formato durante a partida.

 

                                      Bolas antigas e modernas 

• No ano de 1884, Charles Miller trouxe da Inglaterra a primeira bola a rolar nos campos de futebol brasileiro. A matéria-prima usada era origem animal, as bolas eram feitas de couro curtido (o famoso capotão) e a câmara de ar era uma bexiga de boi.

• Em 1958, na primeira Copa do Mundo em que o Brasil foi campeão, a bexiga de boi deu lugar à câmara de ar de borracha. Mas em dias chuvosos eis o problema: os campos ficavam cheios de lama e as bolas, ainda feitas de couro, se encharcavam chegando a pesar o dobro do normal.

• Ainda em 1970, no ano em que o Brasil se tornou tricampeão, as bolas continuavam a ser de couro.

• Só em 1994 as bolas começaram a ficar mais leves, graças à presença de polímeros. O poliuretano (altamente durável e leve) foi usado como revestimento e nas camadas internas se empregou o poliestireno, as câmaras eram de látex. Foi chutando esta bola que o Brasil chegou ao tetracampeonato da Copa Mundial, nesse mesmo ano.

• Já na Copa do ano de 2002, mais polímeros fizeram parte da confecção da bola: sob o revestimento de poliuretano se empregou dez camadas de poliestireno e na câmara foi usada a borracha butílica. Outro polímero, o Kevlar, foi usado para costurar a bola.

• Em 2004 a tecnologia chegou para inovar. Os gomos da bola utilizada nas Olimpíadas de Atenas eram unidos por ligação térmica em vez de costuras.

fonte:http://www.brasilescola.com/quimica/bola-futebol-capotao-ao-poliuretano.htm

Airbag e reação de decomposição

A reação presente no airbag produz gás nitrogênio e silicato alcalino
A reação presente no airbag produz gás nitrogênio e silicato alcalino

O airbag é um dispositivo destinado a proteger motoristas e passageiros em caso de colisão. Para haver um perfeito funcionamento, o sistema envolve os seguintes mecanismos:

- sensores localizados na parte frontal do veículo;

- um dispositivo onde há substâncias químicas que reagem entre si quando recebem um impulso elétrico;

- uma bolsa plástica que fica acondicionada dentro do ponto central do volante de direção. No caso do passageiro, a bolsa está localizada no painel logo acima do porta-luvas.

Mas como a bolsa plástica se enche subitamente no caso de uma colisão? E de onde vêm os 70 litros de ar que faz inflar o saco antes da colisão? Na verdade, se trata de um gás que provém de uma reação química de decomposição. Veja como funciona:

O airbag é formado por um dispositivo que contém a mistura química de NaN3 (azida de sódio), KNO3 e SiO2 que é responsável pela liberação do gás. Esse dispositivo está acoplado a um balão que fica no painel do automóvel e quando ocorre uma colisão (ou desaceleração), os sensores localizados no pára-choque do automóvel transmitem um impulso elétrico (faísca) que causa a detonação da reação. Alguns centésimos de segundo depois, o airbag está completamente inflado, salvando vidas, veja as equações do processo:

1. NaN3 → 2 Na + 3N2
2. 10 Na + 2 KNO3 → K2O + 5 Na2O + N2
3. K2O + Na2O + SiO2 → silicato alcalino 


A reação produz gás nitrogênio e silicato alcalino.

Os airbags complementam a função dos cintos de segurança, agindo conjunta e simultaneamente com o objetivo de reter o movimento dos ocupantes para frente em fortes colisões, eles fornecem uma proteção adicional reduzindo os riscos de ferimentos na cabeça e no tórax.

fonte:http://www.brasilescola.com/quimica/air-bag-reacao-decomposicao.htm